Heróis e vilões, Felipe Melo volta ao futebol brasileiro

Felipe Melo, o principal personagem da derrota do Brasil na semifinal da Copa da África, o qual foi taxado de vilão pela mídia e sofreu durante meses por isso, hoje atua no no Palmeiras. Na ocasião ele pisou no atacante Robben de forma agressiva e inaceitável o que gerou sua expulsão. Daquele jogo de 2014 até hoje, ele passou por Turquia e Itália.

Muitos não esqueceram o ocorrido naquela época e viram a contratação de forma negativa por parte do Palmeiras. Quando um clube brasileiro tentou contratá-lo temporadas atrás, vazou uma conversa em que Felipe Melo dizia que recebia R$ 850 mil por mês na Turquia e que por menos não voltaria ao Brasil. Imagine o pensamento do torcedor que receberá um jogador que não ganhou nada no futebol europeu, que tirou da Seleção a chance de avançar na Copa da África e que nada acrescenta ao futebol nacional?

Em três jogos pelo Palmeiras, Felipe Melo já deixou claro que mantém a postura agressiva e explosiva que o tirou do jogo da semifinal na Africa, quanto tempo até o jogador receber seu primeiro cartão vermelho?. Na estreia do Campeonato Paulista, bateu boca com o lateral Samuel Santos, do Botafogo-SP. Mas o brasileiro esquece, a torcida, inclusive, já abraçou o jogador e criou uma música para exaltá-lo. Elano, que atuou ao lado dele na seleção brasileira e no Galatasaray, elogiou a capacidade do jogador, mas fez um alerta para que o elenco do Verdão:

“Antes de ele ir para o Galatasaray, ele me ligou. Quis saber se seria legal, e eu disse que ‘cara, aqui é sua cara’. Os caras pintam a cara e vão para o choque, para o contato. É a cara dele, e começou com esse lance de ‘pitbull’ lá. Eu conversava com ele, ligava e falava ‘Melo, dá uma segurada, porque você tem que jogar na Seleção, é jogador de seleção brasileira’. Eu trabalhei com ele na Seleção, e o Gilberto Silva dava uma segurada nele, porque o Giba é outra postura. A gente sempre dava um grito. Quando a gente via que ele ia para ‘matar’, a gente dava um grito. A gente fala que tinha uma hora em que não ia dar para controlar. A gente falava ‘você está jogando muito’. E ele joga muito, mas tem esses dez segundos em que acaba se prejudicando em todo o sentido. Eu sempre falo que quero ter esse cara no meu time. É aquele cara que, se tivesse alguém lá na frente, ele dizia “deixa esse cara chegar aqui na área que você vai ver o que vai acontecer”.

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