Futebol chinês é o presente e o futuro

O novo presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem planos para elevar o índice de participação do futebol mundial para valores jamais atingidos antes. Mas eles são fáceis de executar e poderão contribuir ainda mais para os objetivos de alguns dos maiores patrocinadores da entidade que administra o futebol.

Para começar, Infantino promete investir US$ 4 bilhões para aumentar o número de participantes do futebol que é de 45% atualmente. Ele não precisará gastar nada para isso. Se houver mais chineses com bolas de futebol nos pés, ele poderá atingir a meta.

Coincidentemente, isso se encaixaria bem com a estratégia de Wang Jianlin, o segundo homem mais rico da China, cuja Dalian Wanda Group se tornou em março a maior patrocinadora da Fifa desde o escândalo de corrupção criminosa que arrasou a organização e levou à queda do presidente de longo tempo Joseph Blatter. Jack Ma, o homem mais rico do país, seguiu o exemplo e também cortejou a federação.

Ao anunciar uma injeção de dinheiro na autoridade, Wang afirmou que o fato de contar com vários patrocinadores ajudará a China a apresentar sua candidatura para organizar a Copa do Mundo o que geraria ainda mais ingresso de pessoas no futebol e motivaria as futuras gerações.

Isso ainda não ocorreu, mas outro dos objetivos de Infantino na sexta-feira poderão ajudar o país a retornar à Copa do Mundo, da qual participou apenas uma vez, sem vencer nenhum jogo. O novo presidente planeja ampliar o número de seleções na competição das atuais 32 para 48.

A seleção chinesa ainda tem trabalho a fazer para chegar à Copa do Mundo, mesmo com o número maior de participantes. Mas, do ponto de vista estatístico, o aumento de 50% no número de lugares disponíveis aumenta as chances de sucesso do país.

Xi Jinping declarou que o futebol é prioridade nacional e nutre a ambição de ver o país organizar e vencer a Copa do Mundo embora as derrotas recentes da seleção chinesa para a Síria e Usbequistão indicam que o time não tem mais como cair. A Fifa ainda enfrenta as consequências do escândalo de corrupção e precisa de apoiadores com bolsos cheios como os da China.

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